Bem-estar
Falando sério sobre obesidade
Publicado em 21 de julho de 2015

Por Charles Castiglioni

Você sabia que aproximadamente 40% da população brasileira está acima do peso? São mais de dois milhões de obesos mórbidos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E o sobrepeso cresce também em crianças e adolescentes. Segundo os estudos, acredita-se que em 20 anos alcançaremos os níveis de obesos dos Estados Unidos. 

Estudos em comunidades carentes em SP, RJ e BH revelam que a obesidade infantil já está a frente da subnutrição. Pior ainda: além de estarem acima do peso, mais de um terço dessas crianças obesas são anêmicas.

Alguns dados estatísticos são importantes de serem observados:

– Pessoas com o dobro do peso tem duas vezes mais chance de óbito precoce;
– O risco de morte por diabetes ou ataque cardíaco é de 5 a 7 vezes maior nos obesos;
– É muito maior a chance de uma criança obesa tornar-se um adulto obeso
– O Brasil já é o segundo país no mundo em cirurgias e tratamentos de obesidade;
– Segundo estudos internacionais, as chances de infarto e AVC é muito maior nas pessoas que tiveram uma infância obesa, mesmo que emagreceram na fase adulta. 

Como medir a obesidade

Para saber se você é obeso ou não foi criada uma medida denominada Índice de Massa Corpórea (IMC), sendo bastante fácil e prático a sua medida. O IMC é calculado dividindo-se o seu peso pela sua altura. E o resultado dessa conta novamente divide-se pela altura, ou seja, o IMC = (peso / altura) / altura.

Assim, as pessoas com IMC acima de 25 já possuem riscos a doenças ligadas à obesidade, como hipertensão arterial, diabetes do tipo 2, elevação de colesterol e triglicérides, alguns tipos de câncer, sem contar maior risco de paradas cardíacas, dentre outras doenças.

Como tratar a obesidade

Todo tratamento deve ter o conceito de longo prazo, e também de caráter multidisciplinar, ou seja, haverá necessidade de uma reeducação alimentar, atividades físicas e principalmente mudanças de hábitos.

Abaixo são descritas algumas ações que auxiliam o controle do peso:
– Alimentar-se de forma saudável e balanceada comendo verduras, frutas e legumes, carnes magras, mas é necessário um período de restrição calórica contínua, com ajuda de profissionais especializados;
– Diminuir o consumo de bebidas calóricas (refrigerantes, sucos concentrados, bebidas adoçadas com açúcar) e evitar bebidas alcoólicas;
– Fazer pelo menos 60 minutos de atividade física pelo menos 3 vezes por semana;
– Dormir bem, pelo menos de 7 a 8 horas diárias, preferencialmente;
– Pessoas obesas possuem duas a três vezes mais riscos de doenças crônicas, como doenças cardíacas e doenças nas articulações, diabetes, tumores malignos, dentre outros.

Então dieta e exercícios resolvem o problema?

Na maioria dos casos sim, mas nem sempre essa regra dá resultados, como já froi observado em inúmeros casos. Há pessoas com maior ou menor facilidade, ou do outro ponto de vista, maior dificuldade para emagrecer. Além disso, diferentes dietas e tratamentos podem funcionar para alguns e não para outros.

Em muitos casos a obesidade é uma doença crônica com múltiplas causas e complexidades, sendo em muitos casos fatores genéticos, ambientais, comportamentais e culturais.

Portanto, além da dieta controlada e de exercícios físicos como preconizam a maior parte da classe médica, existem outros fatores que vão muito além do que seria a simplicidade de perder peso. O simples fato de que perder peso é apenas força de vontade tem causado uma certa discriminação das pessoas que estão acima do peso, acarretando em outros sintomas como angústias, estresse e ansiedade por culpa de não conseguir perder peso.

A prevenção é o melhor remédio

Diante de tantos fatores e tantas incertezas, somente a prevenção é o melhor remédio para a obesidade. Outro fator importante é tratar a questão de forma personalizada, e não como uma sequência de exercícios ou dieta mágica para solucionar todas as questões.

Equipe multidisciplinar com profissionais qualificados

Somente com um acompanhamento por uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais experientes e capacitados, será possível diagnosticar corretamente cada caso, ou seja, de forma personalizada.

Na Inova Derm, em Campinas, o atendimento a estes casos é feito pelo médico Wiliers Ulisses Silva, que possui especialização em terapias orientais, com 25 anos de experiência, e pelo biomédico Charles Castiglioni, que possui especialização em medicina oriental chinesa e tem experiência de 20 anos na área.

Compartilhe

Copyright ©2010-2018 Campinas.com.br. Todos os direitos reservados.

+ Bem-estar