Blog do Vinho
Brasil está fora, mas Galvão, não
por Suzamara Santos
Publicado em 7 de julho de 2018

Em 2014, eu estava com os textos sobre os vinhos dos prováveis finalistas da Copa prontos para serem publicados na coluna Líquido & Certo (Metrópole, Correio Popular). Por ser revista semanal, com cronograma rígido de produção, impressão e distribuição, era preciso deixar as coisas no jeito para que pudessem sair mais atuais possíveis. Como as fases do mundial ainda estavam em curso, em todas as versões da minha otimista homenagem aos vencedores constava o Brasil ocupando uma das vagas. Daí, aconteceu a desgraceira do 7 x 1 e tive que jogar no lixo tudo que estava preparado. Acabei publicando outro artigo, sobre Alemanha e Argentina, que merece o troféu de o mais desaforado dos 15 anos de militância pelo vinho (era brincadeira, claro, e na semana seguinte fiz as pazes com os vencedores).

Como não devemos contar com o ovo no… Quer dizer, como gato escaldado tem medo de água fria, desta vez, não quis antever resultados e menos ainda escrever sobre os vinhos dos países finalistas – nem da França, pois nessa hipótese teria que produzir um catatau tão imenso que não caberia neste espaço. Mas não sou blasé a ponto de ignorar uma competição desse porte. Para não dizer que não falei de Copa, apresento aqui um produtor de vinhos brasileiro que vem despertando curiosidade entre os apreciadores e ganhando respeito entre iniciados. Para marcar a minha participação no mundial, ainda que indiretamente, apresento o outro lado do narrador esportivo mais famoso do Brasil. Transcrevo aqui um texto produzido pela equipe da marca Bueno Wines. Já sabe de quem se trata?

Galvão Bueno e eu em jantar harmonizado com seus rótulos no Olivetto: vinhos brasileiros e italianos predominaram na conversa

FALA, GALVÃO!

Galvão Bueno teve o privilégio de rodar o mundo nos últimos 40 anos trabalhando com eventos esportivos. Em países como Portugal, Espanha, França e Itália, Galvão teve contato mais intenso com os vinhos europeus e desenvolveu uma relação que acabou se transformando em uma nova paixão. Com o tempo, foi apurando o paladar, experimentando diferentes rótulos, conhecendo produtores e estudando tipos de uvas para entender como as nuances presentes em cada vinho diferenciam uma garrafa da outra e uma safra da anterior.

A bagagem internacional levou Galvão a se interessar também pela indústria brasileira de vinhos. Ele entrou em contato com produtores locais e decidiu introduzir essa nova paixão na sua vida empresarial. Sua primeira realização foi uma escolha pessoal, um vinho tinto, de corte bordalês: o Bueno Paralelo 31, lançado com o espumante Bueno Cuvée Prestige, em 2010. O resultado foi positivo e, com ele, o incentivo para expandir os horizontes. Assim, Galvão lançou dois novos rótulos: o Bueno Bellavista Pinot Noir e o Bueno Bellavista Sauvignon Blanc.

BELLAVISTA ESTATE, CAMPANHA GAÚCHA

É na Campanha Gaúcha, em Candiota, no Rio Grande do Sul, que se encontra a concretização de quase 20 anos da paixão que Galvão Bueno cultiva pelos vinhos: a Bellavista Estate, propriedade situada no ponto de encontro do perfeito terroir do Novo Mundo, uma região estratégica apelidada por Galvão Bueno como a Califórnia Brasileira.

Já são 17 vinícolas nesse terroir, em uma faixa de 200 km que corre paralela à fronteira com o Uruguai. Nessa extensão, a Campanha Gaúcha se enquadra como uma das grandes produtoras de vinhos do Hemisfério Sul. Resultado de muito trabalho, a produção da Bellavista Estate, hoje sob a supervisão do premiado winemaker italiano Roberto Cipresso, é considerada uma das melhores do Brasil.

NA TOSCANA, COM ROBERTO CIPRESSO

A região da Toscana, na Itália, chama atenção por suas belas paisagens e variada gastronomia. A província de Siena, mais especificamente a comuna de Montalcino, é referência mundial na produção do vinho Brunello di Montalcino. Nesse cenário, em 2012, da união entre Galvão Bueno e Roberto Cipresso, nasce o Bueno La Valletta. A parceria deu certo e culminou na elaboração de mais um vinho, produzido na Tenuta La Valletta di Sant’Antimo, no coração da Toscana, com o perfeito terroir da terra do sol e do romance.

Cipresso foi eleito o Melhor Enólogo Italiano no Wines Oscar 2006, e o Homem do Ano pela revista Men’s Health, em 2008. Não demorou muito e os dois lançaram o Bueno-Cipresso di Montalcino, um vinho elegante e complexo, que tem uma composição afinada com o terroir da Toscana e é produzido apenas em anos em que a colheita é considerada uma safra excepcional.

Hoje a Bueno Wines produz nove rótulos:

  • Tinto Bueno Paralelo 31 – Medalha de Ouro no 8º Brazil Wine Challenge e na 16ª edição do Concurso Mundial Bruxelas – Edição Brasil 2018
  • Espumante Bueno Cuvée Prestige Brut – 27º lugar na lista dos 100 melhores espumantes na nona edição do “Challenge Internacional Euposia” realizado na Itália e Medalha de Ouro na 16ª edição do Concurso Mundial Bruxelas – Edição Brasil 2018
  • Bellavista Estate Pinot Noir – Medalha de Ouro no Concurso Mundial Bruxelas-Brasil 2014
  • Bellavista Estate Sauvignon Blanc
  • Bueno Bellavista Desirée Brut Rosé – Medalha de Ouro no II Concurso Ibero-americano de Vinos Espumosos y Efervescents realizado na Espanha e Medalha Gran Ouro (de 93 a 100 pontos) no 9º Brazil Wine Challenge – 2018
  • Linha #moments: VIN – Very Important News, tinto Cabernet Sauvignon, e o VIC – Very Important Celebration, espumante brut branco.
  • Vinhos italianos, produzidos na região da Toscana, em parceria com o winemaker italiano Roberto Cipresso, Bueno La Valletta, SangioveseBueno-Cipresso Brunello di Montalcino (o Bueno-Cipresso Brunello Di Montalcino Riserva 2004 foi eleito como Melhor Tinto de 2014, com 95 pontos, na lista dos TOP 100 da revista Adega).

AZEITE AZ 0.2 SAINDO DA PRENSA

A marca Bueno Wines, de Galvão Bueno, está lançando o AZ 0.2. O azeite é produzido com oliveiras plantadas na Bellavista Estate, localizada em Candiota: “Para ser Extra Virgem, um azeite só pode atingir 0.80 de índice de acidez. Nossas azeitonas produziram um Extra Virgem com incríveis 0.15”, explica o narrador esportivo. Só é possível essa baixa acidez quando o óleo é extraído de azeitonas frescas.

A região conta com clima favorável para o cultivo de oliveiras, com temperaturas baixas no Inverno, ideal para produção de um azeite de qualidade. O AZ 0.2 é feito com um blend de três tipos de frutos: Arbequina, Arbosana e Picual, que resultam num azeite aromático, com cheiro de frutos secos (amêndoa) e banana, e que traz um equilíbrio entre o amargo e o picante, de intensidade leve. O produto é comercializado em garrafa de vidro de 500 ml e custa R$ 49.

Vendas online: www.buenowines.com.br / Televendas (54) 3452-0725 ou (54) 99706-5399 whatsapp / e-mail betania@buenowines.com.br

Compartilhe

Copyright ©2010-2018 Campinas.com.br. Todos os direitos reservados.

+ Blog do Vinho