Liquidificultura

As Brasileiras!?

Quem são “As Brasileiras”? As mulheres de nosso Brasil...

As mulheres brasileiras caso fossem representadas como cidadãs, deveriam ser de diversas cores, religiões e profissões, não é? Médica judia, Advogada umbandista, funcionária pública budista, atriz católica, vendedora espírita, gari evangélica, etc. Seriam de vários estados civis: casadas, solteiras, divorciadas, viúvas, morando com o namorado, mãe solteira, namoradeira...

“As Brasileiras” - tenta repetir o sucesso de “As Cariocas” da obra de Stanislaw Ponte Preta. Não escrevo aqui para questionar se é um sucesso ou não, se está tendo boa audiência, vejo por outro prisma.


Se fosse um documentário de TV ou cinema, seria em média como descrevi acima, se fossemos representar as mulheres brasileiras em um livro, acredito que de nascimento ou não, teria que ter textos de diversas escritoras, até Clarice Lispector que não nasceu no Brasil, mas que representa com muito bom gosto e qualidade nossa literatura independente da brasilidade dos temas abordados.

Caso se realizasse um show de mulheres brasileiras, teria que ter cantoras brasileiras ou estou errado?

Por que é que quando fazem teledramaturgia, que pede atrizes como: Patrícia Pillar, Fernanda Montenegro, Letícia Sabatella, Glória Pires, Claudia Jimenez, Dira Paes, Giovanna Antonelli, Leandra Leal, entre outras tantas, sem muito mérito, entram duas cantoras e uma apresentadora metida a cantora, todas metidas a atrizes?

Independente do título do episódio que homenageia uma cidade brasileira, não importa se não há uma atriz global que a represente, afinal, atrizes de verdade são pra isso, fazerem sotaques, molejos e maneirismos de qualquer lugar.

Com tantas boas atrizes esquecidas ou desempregadas que mereciam representar o Brasil, chamam celebridades já bem sucedidas e muito bem remuneradas em suas áreas. Será que Xuxa está precisando de dinheiro? Talvez Ivete Sangalo? Ou Sandy?

Não as acho talentosas em suas profissões, sei que a opinião da maioria é contrária a minha, mas virarem atrizes, é o cúmulo do desmerecimento, tudo em nome de uma busca pela audiência.

É uma ofensa as atrizes legítimas, que apesar de estarem em episódios distintos, dividem o título e a vinheta de abertura, “As Brasileiras”. Vale lembrar que essa insistência é infeliz, como a de colocar a ex-BBB (refrescando a memória, ser BBB, não é ser artista, artista é quem pratica alguma forma de arte) Grazi Massafera sempre está em novelas fingindo que atua, associam seu nome a audiência, já que está em tantas, só que todas novelas em que esteve, a maiorias delas, “Tempos Modernos”, “Negócio da China”, foram fiascos, ela também ajudou a tornar ainda pior o filme “Billi Pig”, recém lançado.

Em “As Cariocas”, também teve a moçoila no elenco e ainda a apresentadora Angélica. Onde estão As nossas atrizes “As Brasileiras”? Tomara que não façam a versão masculina, é capaz de ter o Neymar e o Fenômeno não sei de quê, “atuando” como nas propagandas infelizes de uma empresa de telefonia celular para caridosamente engordar seus salários.

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Avenida Brasil

Dos autores do horário nobre, João Emanuel Carneiro é o mais novo em ambos os sentidos, idade e carreira. Em meio a uma teledramaturgia esgarçada – este desgaste não existe só na teledramaturgia- está na moda, na música, nos seriados americanos, etc. – ainda surgem novas linguagens.

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Brasil! Nada de Oscar!

Enquanto existe uma imensa onda de efeitos especiais cada vez mais tecnológicos, ondulando os mares do cinema hollywoodiano que nos move, com 3D e lá vai....  O que por um lado, atrai cada vez mais público nas salas de cinema e menos pirataria nos DVDs. Por outro, não pensam nunca em ganharem menos, barateando o original e deixando a pirataria a ver navios.

 

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“Inquietos” – uma pérola de Gus Van Sant

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“Entre mortos e feridos...”

Sob escombros, levantamos a cabeça e iniciamos mais um ano, não quero ser repetitivo, mas o que fazer se os fatos se repetem ou mal andam? Impossível deixá-los passarem incólumes. Como me proponho falar de cultura, segundo o próprio nome desta coluna, devo diluir ou liquidificar o que está a minha volta.

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O diário de um louco... por teatro

Fazer teatro já é um ato de loucura! No Brasil... ainda mais, em Campinas o grau de insanidade é ainda maior, motivo pra internação!

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Cinema – Droga ou Vício?

Acordei com um desejo insano de ir ao cinema! Acho que foi uma crise de abstinência. Eu estava longe deste hábito, fazia meses. Mergulhar nas emoções da telona em uma sala escura, algo bem “A Rosa Púrpura do Cairo”. Desde que os cinemas do centro como Cine Paradiso ou próximos como o Cine Jaraguá fecharam, cada vez mais perco filmes devido a ojeriza em me locomover até  um Shopping Center e me digladiar com um centro de vícios de consumo. Prefiro filmes que oferecem arte a entretenimento. Hoje em Campinas os melhores do gênero estão no Cine Topázio do Parque Prado, não é propaganda.

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Um Cisne na Garganta

 

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“Campinas – The Walking Dead – O Retorno”

Abro as cortinas e revolvo a cova do passado. Ainda falo de nossa cultura morta/viva ou viva/morta “zombie” que rasteja agonizante, fragmentos dilacerados ficam pelo caminho, isso nos assusta – pelo menos pra quem ainda se importa. A poeira do descaso bizarro dos governantes campineiros com a cultura da cidade não está só refletida opacamente nos teatros espaços físicos, que foram abandonados ou mal cuidados nos últimos mandatos, vai muito mais além – ou além túmulo. Coloco a pá na terra e escavo mais alguns corpos... 

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"Campinas - The Walking Dead"

“The Walking Dead” é uma série de TV produzida pelo canal norte-americano AMC. Baseada nas histórias em quadrinhos de Robert Kirkman, sua primeira temporada exibida o ano passado fez um grande sucesso tanto nos EUA quanto aqui no Brasil, transmitida pelo canal FOX. A história mostra poucos sobreviventes e ainda humanos que passam por muitas agruras na tentativa de sobreviverem a um apocalipse zombie.

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