Reflexões

Quem ainda tem ouvidos, que ouça

Ensaio esta reflexão há algum tempo por se tratar de um assunto polêmico e que já deu muito “pano pra manga”, porém amante do tema que sou, não poderia deixar de publicar meu ponto de vista e convidar os leitores a este delicioso exercício de raciocínio. A discussão é sobre o trabalho atual dos grandes compositores brasileiros, os grande nomes da MPB ainda em atividade.

Contrário dos que defendem que a Música Popular Brasileira não produz mais canções belas e marcantes, penso que, na verdade, nós brasileiros é que mudamos nossos hábitos de consumo em relação a esse produto de arte. “Chicólatra” convicto, utilizarei o Chico Buarque para ilustrar minha linha de pensamento. Embora o Chico, quase setentão, com cinquenta anos de carreira e quarenta e poucos discos – fora os livros e outras manifestações –  certamente não tenha mais a mesma disposição e motivação do início de sua carreira (a ditadura serviu pra pelo menos elevar os ânimos e estimular manifestações artísticas antológicas de ordem e efeito), continua sendo o mesmo Chico, genial e titular absoluto do panteão da MPB, com tantos outros. Seu último disco traz pelo menos quatro ou cinco composições que certamente seriam hits nas principais estações de rádio, se estivéssemos nos anos 70 ou 80, basta ouvi-lo com o mesmo desprendimento e interesse que ouvíamos naquela época. Algumas obras precisam ser ouvidas, não apenas escutadas, diferentemente dos chicletes insossos que bombardeiam nossos ouvidos diariamente, seja pelo rádio, pela internet ou televisão.

Mas nosso tempo e disposição para relaxar e ouvir um disco, conferir todas as suas canções e entender a obra do artista também não são mais os mesmos. Primeiro porque não precisamos mais comprar o disco, basta baixar na internet, em fragmentos, incompleto, sem romantismo; segundo porque a mídia não tem mais espaço para as novas composições, mantém o alicerce nos consagrados clássicos do passado e se preocupa mesmo em comercializar espaços para novos e questionáveis artistas que atingem de forma mais fácil e descartável a grande massa, salvo raríssimas exceções. Outro fator que prejudica é a falta de espaços musicais alternativos. Há vinte anos os bares com música ao vivo eferveciam e disputavam cada calçada dos bairros boêmios dos grandes centros e, por consequência, seus músicos também se preocupavam mais com a qualidade do repertório diante de um público mais ouvinte, maduro e exigente. Em resumo, o que mudou mesmo na minha opinião foram nossos ouvidos e não os nossos compositores. Eles continuam produzindo mas nós cada dia menos comprando e ouvindo.  É impossível reconhecer o buquê sem saborear o vinho. Não podemos comprar críticas vazias sem a capacidade de analisá-las, entendê-las e questioná-las.   

O tempo, esse personagem tão presente em tantas canções, acabou se tornando o revés da poesia. O tempo mudou, não é mais o mesmo e nós pegamos carona em seu trem veloz, para não perdê-lo no caminho e viramos um consumidor barato, que compra praticidade em vez de qualidade, mesmo sem perceber que isso diminui muito os benefícios que encontramos em cada produto. O que não podemos é culpar o Chico, o Gil, o Milton, o Caetano, o Djavan e outros monstros da nossa música pela diminuição do nosso tamanho cultural. Em dissonância com tudo isso, continuo comprando o disco, devorando seus encartes e ouvindo-o até ter massa crítica para tocá-lo novamente ou não. E para encerrar, empresto um verso belíssimo da música Nina, do último disco do Chico, que não perde para nenhuma outra de seus mais antigos álbuns: “sempre que essa valsa toca, fecho os olhos, bebo alguma vodca e vou”. 

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Precisamos acreditar

Outro dia assisti ao filme O Melhor Amigo do Papai Noel (da Disney) junto com minha filha de seis anos. Todo final de ano, assisto junto com ela aos filmes com temas natalinos, sempre conforme sua idade e compreensão, para fortalecer em nós o espírito do natal, que teima em se perder pelo comércio da cidade.

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Engraxate

Inicio este artigo me perguntando se a palavra “engraxate” é compreendida por todos, porque a geração Y pode não saber do que se trata, já que a atividade em questão hoje em dia é muito restrita e talvez boa parte dos jovens nunca a tenha visto – ou reparado – na prática. Mas o artigo pretende falar com aqueles que não só a entendem como também a enxergam com o mesmo respeito e saudosismo que eu.

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O merchandising atrás do balcão

Diferentemente dos canais alimentares, onde o merchandising é mais padronizado, respeitado e praticado, o varejo farma neste quesito encontra muitas dificuldades na prática das técnicas de aceleração de vendas. O fato é que além da concorrência extremamente acirrada, alguns fatores complicam ainda mais o cenário e dificultam a eficiência das ações e técnicas mais conhecidas. Os principais:

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O Centro pulsa forte, ainda mais no Natal

O Centro é o coração da nossa cidade. Não só no sentido geográfico, óbvio, mas no que esse pedaço de chão representa na vida de cada campinense.

É lá que tudo acontece e onde respiramos o cheiro verdadeiro da metrópole, da mescla social de seus trabalhadores honrosos e de sua história carregada de personagens inesquecíveis. Por isso aqui ele é tratado com "c" maiúsculo.

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Precisamos acreditar

Ontem assisti ao filme "O Melhor Amigo do Papai Noel" (lançamento da Disney) junto com minha filha de cinco anos. Todo final de ano, assisto junto com ela aos filmes com temas natalinos, sempre conforme sua idade e compreensão, pra fortalecer em nós o espírito do Natal, que teima em se perder pelo comércio da cidade.

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O JB e a Internet

Queridos leitores, enquanto escrevo este artigo muitos brasileiros, na maioria cariocas, conferem as notícias da última edição impressa do Jornal do Brasil, que circula neste dia.

Pode soar saudosismo ou idiossincrásico de minha parte, mas o fato é mais um divisor de águas indelével da nossa história, de uma nova era, e que nos expõe diante da necessidadede uma informação cada vez mais veloz, rompendo com o formato romântico da notícia, há pouco produzida em redações enfumaçadas e tensas por iminentes furos jornalísticos transmitidos em ondas curtas.

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Marketing Branco - o marketing do bem

Na tentativa de mostrar a alguns clientes a importância de resgatarmos a valorização do
cliente numa era em que o imediatismo impõe o ritmo da busca de resultados a curto prazo,
iniciei a conceitualização do que hoje chamo de Marketing Branco, o marketing do bem.
Entendo que seja premente a necessidade de explicar o conceito para que não seja mal
compreendido ou utilizado, por isso vamos a ele.

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