Vencedora do Oscar 2012, Meryl Streep é “A Dama de Ferro”

A atriz foi elogiada pela crítica no papel da ex-primeira ministra britânica Margaret Thatcher


Atualizada em 1º de março

A história da vida de Margaret Thatcher, ex-primeira-ministra do Reino Unido, seus métodos polêmicos e o preço que ela pagou pelo poder estão na trama “A Dama de Ferro”, que deu a Meryl Streep mais um Oscar, um Globo de Ouro e um Bafta. A atriz está praticamente irreconhecível com a maquiagem pesada. A produção de Phyllida Lloyd continua em cartaz nos cinemas. Veja crítica sobre o filme.
 
Thatcher foi primeira e única mulher a assumir a chefia do Governo britânico, cargo que manteve entre 1979 a 1990, e fez muitos desafetos neste período. 
 
A trama deixa de lado a trajetória política de Thatcher e faz um recorte em sua velhice e semi-senilidade. A octogenária 'dama de ferro' (apelido que ganhou por causa da mão pesada e frieza com que enfrentava as críticas), já com a saúde prejudicada, luta contra o marasmo de sua aposentadoria ao mesmo tempo em que se debate entre memórias presentes e passadas. E, conforme sente que tem de abandonar as recordações que a prendem ao passado e a Denis (Jim Broadbent), o marido falecido há oito anos, ela vai fazendo uma retrospectiva do que foi a sua vida, entre triunfos e derrotas políticas e pessoais. 
 
Assim, num turbilhão de recordações, Margaret faz uma longa viagem no tempo até compreender que, na verdade, existem momentos em que uma pessoa tem de perceber que a retirada é a melhor estratégia.
 
O desempenho de Meryl foi bastante elogiado, já a produção não agradou tanto assim e causou reações negativas, como a do atual chefe de governo britânico David Cameron, que fez declarações contra o tom dado ao longa. “Não posso deixar de perguntar-me se não poderiam ter feito o filme noutra altura”, questiona. De acordo com ele, a produção não retrata quem é Margareth e tudo o que ela fez pelo país. “É mais um filme sobre envelhecimento e demência do que sobre uma fantástica primeira-ministra”, criticou em entrevista à Radio Four.
 
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