Em ano de eleição, "O Bem Amado" tem estreia nacional

Publicado: Sexta-feira, 23 de julho de 2010 por Sara Silva

Marco Nanini encarna o prefeito corrupto de Sucupira

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Cartaz do filme "O Bem Amado": estreia nacional

A comédia nacional “O Bem Amado”, de Guel Arraes, estreia nos cinemas brasileiros. Em Campinas, o filme está em cartaz nos cinemas Box (Campinas Shopping), Cinemark Iguatemi, Cinesystem Galleria e Kinoplex do shopping D. Pedro (veja a programação no site www.campinas.com.br).

Marco Nanini ficou com a difícil missão de encarnar “Odorico Paraguaçu”, tão ligado à figura do saudoso Paulo Gracindo. José Wilker está no papel do cangaceiro "Zeca Diabo", personagem de Lima Duarte na época em que foi ao ar, em 1.973, como telenovela da Rede Globo, escrita por Dias Gomes e a primeira produzida em cores.

A história é a mesma: o prefeito Odorico Paraguaçu, político corrupto e cheio de artimanhas, tem como meta prioritária em sua administração, na cidade fictícia de “Sucupira”, no litoral baiano, a inauguração do cemitério local.

De um lado, é bajulado pelo secretário gago, o lendário "Dirceu Borboleta". Ainda conta com o apoio incondicional das "irmãs Cajazeiras", suas correligionárias e defensoras fervorosas: Dorotéia, Dulcinéia e Judicéia (no filme, as atrizes Zezé Polessa, Andréa Beltrão e Drica Moraes são as irmãs).

O que muda nesta nova versão de “O Bem Amado” é a inclusão de imagens reais da campanha pela volta das eleições diretas, em 1984.

A história se passa na época que foi escrita, entre 61 e 64. Segundo o diretor, na época em que a peça foi montada para televisão, durante a ditadura, é um contexto muito diferente do contexto da obra original.

“A obra de Dias Gomes é de antes de 64, antes da ditadura, na época da democracia. Quer dizer, num contexto diferente de eleição, de prefeito, esquerda, oposição e de um certo modo, com a democracia, esse contexto voltou. Com relação ao personagem, acho que Dias Gomes teve uma intuição porque Odorico continua existindo e Sucupira continua sendo meio Brasil”, diz Arraes no site do filme.

A época, hoje, um ano de eleição, parece ser propícia para rever a história.

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