Boate de Campinas com alvará vencido há 30 anos é fechada

Fiscalização na madrugada desta sexta (1º) ainda fechou uma outra casa noturna também por alvará vencido

Atualizado em 4 de fevereiro

Fiscais da prefeitura de Campinas fecharam na madrugada de sexta-feira (1º) a boate Galo de Ouro, no Jardim Itatinga, por estar 
com alvará vencido há 30 anos. O documento foi emitido em 1982 e nunca foi renovado, de acordo com informações da assessoria de imprensa da prefeitura. 

O Campinas.com.br entrou em contato com o proprietário do estabelecimento, mas ele não quis se pronunciar. 

Doze casas noturnas tiveram as atividades suspensas após a força-tarefa de fiscalização desencadeada pela prefeitura na quinta-feira (31).

Balanço da ação de fiscalização divulgado pela prefeitura na tarde desta segunda-feira (4): 

Notificadas a encerrarem as atividades: 

Pride Club - Falta de alvará de funcionamento
Espaço Mog – Alvará vencido
Manga Real Botequim – Alvará vencido
Rancho 2000 – Sem alvará
Cachaçaria São Joaquim – Alvará vencido
Armorial – Sem alvará
Livre Club Bar – Alvará vencido
Galo de Ouro – Sem alvará de funcionamento
Prime Hall – Obra embargada/sem atividade
Tróia Club Bar - Sem alvará
Fanny's Club - Sem alvará
Tetriz Club (ou Nova Cubo) - Alvará vencido 

Casas noturnas regularizadas: 

Deluxe Club e Lounge
Gold Street Bar
Cartum Campinas
Subway Lounge e Bar
Casa Rio Bar e Restaurante
Chão Brasil
Opera 7 

Casas noturnas cujos responsáveis não foram encontrados e continuam sem vistoria: 

Sonique
Aldeia Santo Antonio
Plush Bar 
Base Internacional Lounge
Clube da Saudade
Kitnet 

Casas noturnas que já tinham encerrado as atividades: 

Camaleão Show 
Double Face Night Club

Posicionamento das casas fechadas 

Manga Real - Em comunicado enviado pela assessoria de imprensa, a administração do Manga Real informa que: "a casa possui alvará regular, expedido no dia 19 de dezembro de 2012 e com validade de um ano, pelo mesmo órgão, solicitou recentemente a vistoria para laudo de bombeiros que até o momento não compareceu e já se adequou a medida de palco permitida para não ser configurada como casa noturna. Informa ainda que todos os equipamentos que garantem a segurança dos frequentadores estão em dia, prova disso é que não houve lacre. Devido aos últimos acontecimentos que chocaram o país a casa é a favor do rigor da fiscalização e em nenhum momento, desde sua abertura, colocou em risco a vida do público (...). Para o retorno das atividades a casa aguarda a ida dos bombeiros." 

Espaço Mog - Segundo o sócio-proprietário do estabelecimento, Allan Gaigher, a solicitação de renovação do alvará já havia sido feita. "A prefeitura tem um prazo para vir até o local e estávamos aguardando esse prazo até que o prefeito lançou o decreto e lacrou a casa. Antes desse decreto, um fiscal da prefeitura apareceu por aqui e disse que tínhamos um prazo de 30 dias para aguardar a vistoria do Corpo de Bombeiros e, enquanto isso, poderíamos funcionar normalmente, mas o decreto corta esse prazo. Eles mudam tudo e nós temos que pagar por isso. O Mog sempre trabalhou corretamente. Aconteceu a tragédia lá (em Santa Maria) e estamos pagando por um erro que não cometemos. Estamos sendo punidos. Estou esperando o Corpo de Bombeiros. Quando os Bombeiros vistoriarem e liberarem, voltaremos ao atendimento normal”, disse. 

Cachaçaria São Joaquim - Por meio de seu site, a Cachaçaria São Joaquim informou que a troca de dois extintores e retirada dos detectores de metais, motivos pelos quais a casa teve a atividade suspensa na quinta (31), já foram resolvidos, e que é aguardada a nova vistoria nesta sexta (1º) para voltar a funcionar. A casa ainda reforça que é um local seguro, que efetiva "todas as normas de alvará e laudo dos bombeiros (...)", que possui mais de 10 extintores e que houve apenas um problema no lacre de segurança de dois deles, mas estavam com carga e prazo de validade em ordem. Sobre os detectores de metais, a casa afirma que eles "não impossibilitariam a fuga, pois as saídas de emergência foram avaliadas em nota 10" e que foi solicitada a retirada para melhorar os pontos de saída em caso de emergência. 

Armorial - O Armorial enviou a seguinte nota: "Nós do Armorial vem (sic) oficialmente parabenizar e apoiar a medida tomada pelo Sr. Prefeito de Campinas/SP, Ex. Jonas Donizette em relação a suspensão e intensificação da fiscalização às casas noturnas e boates. Medidas como essa são necessárias para a manutenção da ordem pública e da garantia de segurança aos cidadãos e dos clientes dos estabelecimentos de entretenimento. O Armorial sempre se preocupou com a segurança e bem estar de seus clientes, atendendo ao máximo rigor a todas as determinações do poder público. A casa possui todos os alvarás necessários para funcionamento, rotas de fugas adequadas a sua capacidade, isolamento acústico, paredes com dupla vedação acústica, extintores de incêndio, cortinas anti-chama, brigadista em todos seus eventos, a única casa a ter seguro de vida a todos seus clientes, e tudo que determinam as normas sanitárias de segurança. Diante disso e em cumprimento a legislação, esclarece que todas as medidas estão sendo adotadas, para obter liberação junto ao corpo de bombeiros e a prefeitura. 

Rancho 2000 - O proprietário do Rancho 2000, que preferiu não se identifcar, informou que já solicitou a renovação do alvará e aguarda a prefeitura liberar o documento. "A prefeitura prometeu que tem uma equipe de força-tarefa para agilizar a renovação do alvará e só nos resta esperar. Fica até complicado para os próprios funcionários públicos, que começam a ficar sobrecarregados", afirma. 

Cartum - O proprietário, Izomar Menezes, disse na tarde desta sexta que já estava providenciando a documentação. No começo da noite, a prefeitura confirmou que o alvará foi regularizado e a casa já volta a funcionar. 

Livre Club Bar - A proprietária, Kelly Reducino, informou que já havia entrado com a solicitação de renovação do alvará na prefeitura em outubro de 2012 e aguardava um posicionamento. Informou ainda que na segunda-feira (28) entrou com um pedido de renovação da documentação junto ao Corpo de Bombeiros, que venceu em janeiro, e apresentou uma nova planta da casa que havia sido solicitada. “Os bombeiros disseram que têm 10 dias úteis para dar retorno e a prefeitura prometeu agilizar o processo de liberação. São apenas questões burocráticas, não há problemas na casa. A documentação deve sair já na semana que vem”, disse. 

Prime Hall – A auxiliar administrativa da casa de eventos, Tamires Pavezi, informou que a documentação da casa está regularizada, que o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros está no prazo de validade (vai até agosto de 2013, segundo ela) e que a prefeitura fez uma vistoria em dezembro de 2012 e a renovação do alvará, que saiu em janeiro de 2013, é válido até 2014. Disse ainda que os documentos foram apresentados pelo proprietário ao fiscais durante a vistoria na quinta-feira e que a casa não teve as atividades suspensas. Já a assessoria de imprensa da prefeitura de Campinas manteve a informação de que a casa está com o alvará vencido. 

Pride Club - O dono preferiu não se pronunciar sobre o assunto. 

Galo de Ouro - O proprietário não quis se pronunciar sobre o assunto. 

O Campinas.com.br ainda está tentando contato com as casas Tetriz, Fanny's e Tróia. 

Corpo de Bombeiros

De acordo com o departamento de comunicação do Corpo de Bombeiros de Campinas, o órgão faz a vistoria dos estabelecimentos antes de iniciarem as atividades e emite uma autorização caso todas as exigências estejam cumpridas. Esta autorização deve ser renovada a cada dois anos e deve ser solicitada pelas casas, e os bombeiros fazem as vistorias em um prazo de 30 dias. Ainda segundo o departamento de comunicação do órgão, os bombeiros estão passando novamente nas casas noturnas para verificar se estão cumprindo todas as normas de segurança.

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