Bem-estar
Por que as mulheres sentem tantas dores e como resolver?
Publicado em 28 de março de 2016

Por Yeda Bocaletto

Mês da mulher! Vamos falar sobre um dos aspectos pouco abordados neste mês: as muitas dores no corpo que as mulheres sentem durante a vida. Existem mesmo problemas específicos do sexo feminino? O que fazer para tratar essas dores e fazer com que as mulheres ganhem alívio e qualidade de vida?

Todos sabemos que as mulheres têm um acúmulo de responsabilidades. Além de ter emprego e gerar renda para a família, elas continuam responsáveis por todas as atividades que eram feitas por quem não tinha uma carreira. É a mulher que administra a casa, a educação dos filhos (levá-los e buscá-los na escola, no clube, ao médico, etc), cuida das compras, das finanças, das roupas, de funcionários domésticos. Essa “super” mulher consegue multiplicar seu tempo para cuidar de todos, mas acaba esquecendo de cuidar de si mesma. Onde você acha que esse estresse vai se depositar? Isso mesmo: no corpo, que acaba sofrendo com a sobrecarga de responsabilidades, tensões e angústias, que vão acabar gerando dores nas articulações e nos músculos.

Soma-se a estas inúmeras atividades uma fisiologia complexa e delicada. A fisiologia da mulher envolve fatores que ocasionam dores e desconfortos: seus músculos e ossos são mais frágeis; as variações hormonais causam uma série de desconfortos e dores, como enxaquecas, cansaço, dores musculares, cólicas, irritabilidade e variação de humor. Na menopausa, a mulher perde massa óssea e muscular, seu metabolismo desacelera, ela pode engordar, entrar em depressão, ter insônia e exaustão.

A combinação da sobrecarga de responsabilidades da mulher e sua fisiologia mais frágil resultam em dores musculares e articulares, dores na coluna, dores lombares e cervicais, fibromialgia, síndrome da fadiga crônica, artrose, tendinite, bursite, artrite, etc. Para combater esse desgaste, a mulher deveria se cuidar muito. Mas ela nunca tem tempo para isso: uma boa alimentação, exercícios físicos, descanso adequado parecem não caber na agenda. Então, como resolver esses problemas de forma rápida, eficiente e permanente? A resposta está no Rolfing.

Como o Rolfing pode ajudar as mulheres a viverem melhor?

O Rolfing é uma técnica de alívio de dores e tensões corporais. É uma técnica manual, que manipula músculos, articulações, ligamentos e tendões. Foi criada nos Estados Unidos pela bioquímica Ida Rolf. A técnica alonga os músculos, ligamentos e tendões, recolocando-os no lugar. Desta forma, as articulações e os ossos se realinham e são descomprimidos. Essa manipulação alivia e acaba com as dores crônicas no corpo – nas articulações, coluna e nos músculos -, além de melhorar a postura, dar mais disposição e energia, melhorar o sono e diminuir a tensão.

Ao restabelecer o equilíbrio do corpo, o Rolfing possibilita que as mulheres tenham uma vida mais saudável, livre das dores e das consequências terríveis da sobrecarga de tarefas que sofrem. A técnica é muito eficiente: acaba com as dores de forma permanente e com poucas sessões. O tratamento consiste entre 10 e 15 sessões de 1h15, feitas uma vez por semana. Os resultados aparecem após as primeiras sessões, e, depois do tratamento, eles permanecem, pois o Rolfing atua na origem dos problemas, eliminando a causa, e não apenas minimizando os sintomas.

Fica a sugestão: se você é mulher e sofre com as atribulações da vida moderna, ou quer evitar dores no futuro, precisa começar a se cuidar agora. E o Rolfing é uma alternativa eficiente para que você se livre de dores no corpo, alinhe suas articulações, melhore a flexibilidade e ganhe equilíbrio e vitalidade para viver bem.

Yeda Bocaletto é especialista em Rolfing, uma técnica corporal de correção de postura e alívio de dores, ainda pouco conhecida no Brasil, embora já seja praticada em vários lugares do mundo desde os anos 60, quando foi criada pela bioquímica Ida Rolf. Yeda é formada em 1999 pelo Rolf Institute (Boulder, Colorado, EUA), e é professora de Rolfing da Associação Brasileira de Rolfing. Foi coordenadora de Pesquisa do Núcleo de Atendimento, Pesquisa e Educação em Rolfing (NAPER), entre 2001 e 2008. Trabalhou em Boston, com atendimento clínico em Rolfing e com aulas de Rolfing Movimento, entre 2001 e 2003. Tem consultório em Campinas e em São Paulo e é a única Rolfista Avançada da região de Campinas. Mais informações: www.metodorolfing.com.br 

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