Faça as Malas
Preparar, Fogo, Apontar
por Marcos Craveiro
Publicado em 17 de maio de 2016

Certa vez tive uma ideia fantástica para um projeto que, na minha opinião, iria trazer excelentes benefícios para a empresa que eu trabalhava. Eu pesquisei sobre o assunto, rascunhei, revi a proposta e, duas semanas depois, o meu chefe, exatamente o meu chefe, apresentou algo muito semelhante para a equipe. Pensei: “por que não apresentei a ideia antes?”
Você já passou por uma situação como essa?
Ou então, você é daqueles que precisa estudar, estudar, estudar… e nunca está pronto para agir. Nunca pronto para aceitar novos desafios profissionais ou pessoais.
É ilusão pensarmos que teremos todas as respostas, ou então saber o que vai ocorrer no futuro. Muito menos estar preparado e protegido para todas as circunstâncias que poderão surgir em nossa vida.
Na primeira vez que li a frase que dá nome a esse artigo, no livro “Os segredos da mente milionária” – T. Harv Eker, ela soou um tanto estranha, mas o princípio por trás dela fez todo o sentido.
Se brincarmos com as palavras e invertermos novamente (“Fogo, preparar, apontar”), temo dizer que se você dispara antes de mirar, seu futuro está seriamente comprometido. A frase original também tem suas limitações. Sou apaixonado por planejamento estratégico e trabalho há muito tempo nisso, entretanto pessoas e empresas perdem tanto tempo no processo de planejar, no preparo do documento oficial e divulgação do mesmo, que esquecem de agir.
Quando você não age o medo cresce. A frustração também. Enquanto você não age e fica se preparando, outros estão buscando as oportunidades, agarrando e mergulhando para vencer.
Richard Branson diz: “Se alguém te oferece uma oportunidade incrível, mas você não tem certeza de que pode executar, diga sim – e aprenda como fazer depois”.
Prepare-se o melhor que puder no menor tempo possível, aja e corrija-se no caminho.

“Somos assim. Sonhamos o voo, mas tememos a altura.
Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio.
Porque é só no vazio que o voo acontece.
O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas.
Mas é isso que tememos: o não ter certezas.
Por isso trocamos o voo por gaiolas.
As gaiolas são o lugar onde as certezas moram”.
Rubem Alves

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