Para Crianças
Super-herói esquecido
por Kátia Nunes
Publicado em 27 de julho de 2018

Meu menino cresceu: 13 anos. Não foi o recente aniversário que me enfatizou isso, mas uma fantasia de super-herói que encontrei no fundo da gaveta semanas antes. Ela ficou esquecida lá, na parte baixa do armário, para que ele pegasse e vestisse sempre que tivesse vontade. Não serve mais. Virou uma lembrança…

O fato é que não percebi. Foi rápido demais. Um dia após o outro e, quando se atenta, ele mede a estatura de muitas amigas minhas. Pelo menos uma vez por ano damos aquela ordenada no guarda-roupas, atualizamos o que é para doar, o que é para guardar na caixa de lembranças e o que ainda tem uso. A gente separa um dia pra isso e, sem perceber, se prepara psicologicamente para a “faxina”.

Mas a roupa do Homem-Aranha permaneceu. Como o encontro inesperado de uma peça mexe tanto com a gente? Passou rapidamente um filme na cabeça e claro, chorei. E choro de novo agora.

Moises tem muitas características da infância ainda. O jeito carinhoso de falar – quando quer, ressalta-se – ; o convite para colocá-lo para dormir (já não é mais diário, pois o sono bate primeiro em mim) e a sessão cócegas que é rara, mas sempre bem-vinda. Mas o que impera mesmo é a rabugice da adolescência em todos os seus âmbitos.

Espero ter proporcionado a ele uma infância feliz. Espero preparar pra ele um futuro cheio de fantasias que se tornem realidade.

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