Faça as Malas
Vem conhecer esse Bichinho lindo de Madagascar no Zooparque Itatiba!
por Marcos Craveiro
Publicado em 26 de setembro de 2018

O Zooparque Itatiba nasceu na década de 90, através do sonho de dois empresários europeus em montar um criadouro conservacionista. Batizado inicialmente como Paraíso das Aves, o local abriga hoje, além de diversas espécies de pássaros, mamíferos e répteis que convivem na mais perfeita harmonia.

São mais de 180 espécies, entre elas várias ameaçadas de extinção, como por exemplo o mico-leão de cara dourada, a arara azul grande, os rinocerontes brancos africanos vindos de Johanesburgo – África do Sul e um casal de Girafas Rothschild (Girafa do Norte), espécie ameaçada de extinção que nasceu em um zoológico da Áustria, sendo o único zoológico do país a ter exemplares de Rothschild.

N O V I D A D E

O zooparque Itatiba registrou o primeiro nascimento de lêmures-preto-e-branco. Trata-se da primeira reprodução natural da espécie primata em ambiente sob cuidados humanos no País.

Dois filhotes nasceram no dia 27 de agosto e estão sob os cuidados naturais da mãe. Ainda não foi possível identificar o sexo dos animais.

Originário da Ilha de Madagascar, no continente africano, o lêmure-preto-e-branco (Varecia variegata) é considerado criticamente ameaçado de extinção pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN); e no Brasil só pode ser visto no Zooparque.

 

A instituição conta com quatro lêmures preto-e-branco adultos em seu plantel, sendo dois machos e duas fêmeas, importados de um zoológico da Áustria. Os casais foram formados no passado, levando em consideração a importância da reprodução para a conservação de espécies ameaçadas.

O Zooparque segue o protocolo de intervir minimamente no processo reprodutivo dos animais sob seus cuidados. A gestação da primata foi acompanhada de perto pelos profissionais do zoo assim que o tratador observou o comportamento reprodutivo de um dos casais. O monitoramento de seu comportamento natural e de mudanças físicas no corpo da fêmea são de extrema importância e evitam que intervenções invasivas sejam são adotadas.

As fêmeas desta espécie constroem um ninho no alto das árvores para abrigar os filhotes e, quando eles estão um pouco maiores, ela costuma carregá-los para onde deseja, até que tenham crescido o suficiente para se deslocarem sozinhos.

 

Segundo Camila, mãe e filhotes têm livre acesso ao recinto, porém, como os filhotes ainda são pequenos, a mãe toma uma postura muito protetora em relação a eles e sempre procura escondê-los quando está na área de exposição, o que dificulta neste momento a obtenção de imagens.

“Em mais algumas semanas os filhotes vão começar a explorar o recinto junto com a mãe e ficará cada vez mais fácil observá-los”, explica a bióloga.

 

Tudo isso em mais nos 500 mil m² de área verde!

Bateu aquela fome durante o passeio? O Zooparque tem um restaurante, duas lanchonetes e loja de lembrancinhas.

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