Cinema
Documentário sobre Mãe Dango tem estreia nacional no Instituto CPFL
Publicado em 21 de fevereiro de 2018

Após ter sido exibido no Festival Internacional de Leeds, na Inglaterra, em novembro de 2017, o documentário “A Mulher da Casa do Arco-Íris” terá sua estreia nacional em Campinas neste sábado (24). Dirigido por Gilberto Alexandre Sobrinho e com co-direção de Grácia Navarro, ambos professores do Instituto de Artes da Unicamp, o curta-metragem conta de maneira poética a história da Mãe Dango, sacerdotisa que rege a Casa do Arco-Íris, do Candomblé Angola, em Hortolândia, na Região Metropolitana de Campinas. A sessão será no Instituto CPFL como parte da programação do 14º Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas, às 19h. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos 30 minutos antes do início da sessão.

Há 30 anos, em parceria com a Mãe Corajacy, a protagonista do documentário realiza a Lavagem das Escadarias da Catedral Nossa Senhora da Conceição, em Campinas, além de ser uma líder comunitária e ícone da resistência negra na RMC. O filme encerra uma trilogia iniciada com o lançamento do documentário “Diário de Exus” (2015) e seguido de “A Dança da Amizade. Histórias de Urucungos, Puítas e Quijengues” (2016). Nos três filmes, o diretor busca construir narrativas que se reportam à herança cultural da comunidade negra em Campinas e região.

Para Gilberto abordar a cultura negra é revelar a cidade. “Campinas é, em sua superfície, marcada pela herança eurocêntrica, no entanto, é uma cidade que nutre forte tradição de extratos culturais ligados aos negros que aqui também chegaram para trabalhar”, afirma o diretor.

A trilogia costura passado e presente, destacando o tema da identidade negra, justamente para evidenciar a força da cultura e da arte diretamente relacionada às comunidades afro-campineiras. São realizações premiadas, que contaram com aporte do Fundo de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão, da Unicamp, do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas – FICC e, esse último, venceu o disputado Prêmio Estímulo ao Curta-metragem, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Os filmes têm sido exibidos em festivais em todo o território nacional e o mais recente foi selecionado para ser exibido na Inglaterra, em Leeds, em novembro de 2017. Na ocasião, o documentário causou forte comoção na plateia. “O filme causou impacto por mostrar o transe de uma maneira poética”, explica o diretor.

Antes da exibição de “A Mulher da Casa do Arco-Íris” haverá, ainda, exibição de outros dois curtas: “Saudade – vídeo-cartas para Cuba” (2005), de Júlio Matos e Coraci Ruiz, e “Acontecências” (2007), de Hidalgo Romero e Alice Villela, ambos do Laboratório CISCO, produtora de Campinas responsável pela produção do curta e que completa 15 anos de existência em 2018. 

Serviço:

Lançamento nacional “A Mulher da Casa do Arco-Íris”
Local: Instituto CPFL Cultura. Rua Jorge de Figueiredo Corrêa, 1632, Chácara Primavera – Campinas
Data: 24 de fevereiro
Horário: 19h
Entrada: gratuita – retirada dos ingressos 30 minutos antes no local

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