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Cultura

Mostra “Kaleidoscópio – Censura e Liberdade” homenageia Bernardo Caro e fundação do MACC

Publicado em 12 de agosto de 2015

A exposição “Kaleidoscópio – Censura e Liberdade – Bernardo Caro” homenageia os 50 anos da vida artística do multifacetado artista e da fundação do Museu de Arte Contemporânea de Campinas “José Pancetti” (MACC), que abriga a mostra. A vernissage será nesta quarta-feira, 12 de agosto, às 20h, e a visitação estará aberta ao público até 15 de novembro. A entrada é gratuita.

A trajetória de Caro e do MACC muitas vezes se entrelaça e se funde. A exposição destaca um panorama da produção de Caro. São cerca de 80 obras, entre gravuras, aquarelas, óleos, desenhos, instalação, maquete e vídeos do artista. Foram selecionadas as peças mais significativas de cada período da carreira dele. A curadoria da mostra é de Fernando de Bittencourt, curador do Museu, e Iracema Salgado, assessora de Artes Visuais da Secretaria de Cultura de Campinas.

A maioria das peças expostas foi disponibilizada pela esposa de Caro, Therezinha Dora Gagliardi, e pelas filhas Sandra, Maria Tereza e Mariangela.

O Grupo Vanguarda – formado por artistas na década de 1960 – foi muito atuante naquela época e contribuiu para a fundação do MACC. Caro passou a fazer parte do Vanguarda em 1964, junto de outros artistas como Edoardo Belgrado, Eneas Dedecca, Francisco Biojone, Franco Sacchi, Geraldo Jürgensen, Geraldo de Souza, Maria Helena Motta Paes, Mário Bueno, Raul Porto e Thomaz Perina.

Na mostra, a retrospectiva artística de Caro é apresentada em uma instalação com fotos e história. Começa com a ebulição das décadas de 1960/70, anos emblemáticos na história política brasileira, na qual, em meio a censura, os artistas buscavam formas de protestar. A partir daí, a trajetória do artista pode ser acompanhada em todas as nuances e mudanças ao longo do tempo.

Mais sobre o artista

Bernardo Caro é filho de imigrantes andaluzes (Espanha), nasceu em Itatiba e, ainda garoto, mudou-se para Campinas com a família. Pintor, gravador, desenhista, escultor, fotógrafo e professor, dedicou-se sistematicamente à criação artística a partir de 1964.

Entre 1996 e 2006 foi vice-cônsul honorário da Espanha em Campinas. Em 1997 a cidade de Villanueva del Trabuco, na Espanha, onde nasceram os pais, prestou uma homenagem ao artista e deu a uma rua o seu nome: Calle Pintor Bernardo Caro.

Ao longo da vida, participou de várias exposições individuais e coletivas, no Brasil, na Europa e em diversos países da América Latina. As obras de Caro compõem acervos de Londres, Washington, Paris, Madri, Granada, Burgos, Stuttgard e Estocolmo.

Sua última tela, Santa Isabel e o Milagre das Rosas, um retrato de Santa Isabel de Portugal, padroeira da cidade de Uchoa, foi entregue em cerimônia no dia 12 de abril de 2008, na Igreja Matriz daquela cidade. Artista plástico de renome internacional, faleceu em 16 de setembro de 2007 .

MACC

Fundado em 1º de outubro de 1965, no antigo edifício da CPFL, na Av. Abolição, o Macc ganhou vida com a junção de esforços particulares, públicos e, principalmente, pela vontade e empenho de artistas de Campinas envolvidos com o movimento contemporâneo nas artes plásticas.

Em 1º de outubro de 1976 foi inaugurada a sede atual do Museu, no piso térreo do edifício em concreto aparente, doado pelo milionário (tinha vários negócios e ações) Roque Mellilo, composto também pela Biblioteca Municipal, formando um conjunto harmônico com jardins ao lado do Palácio dos Jequitibás, no Paço Municipal.

O Museu possui um acervo composto por 660 obras entre esculturas, pinturas, objetos e instalações artísticas. A maior parte do acervo é composta por obras doadas por artistas e pelas famílias, além de salões de arte contemporânea e prêmios de incentivos de editais como o atual Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (Ficc), da Secretaria Municipal de Cultura.

Artistas como Cláudio Tozzi, Antonio Henrique do Amaral, José Roberto Aguilar, Mira Schendell, entre outros, começaram aqui sua carreira.

No Macc foram expostas obras de renomados artistas plásticos como Roberto Burle Marx em 1990; Salvador Dali 1998; Lasar Segal em 2000; Guignard em 2001; José Pancetti em 2002; A Arte Brasileira no Acervo da Pinacoteca, em comemoração aos 40 anos do museu entre outras.

Entre os principais nomes do acervo figuram José Roberto Aguillar, Amélia Toledo, Mira Schendell, Antonio Henrique Amaral, Cândido Portinari, Luis Paulo Baravelli, Lasar Segall, Roberto Burle Marx, Ivald Granato, Bassano Vaccarini, Odila Mestriner, Emanoel Araújo, Claudio Tozzi, Waldomiro de Deus, Cildo Meireles, Ana Maria Maiolino, Waltércio de Caldas Cláudio Tozzi, Antonio Henrique do Amaral, José Roberto Aguila e Mira Schendell.

Serviço:

Exposição: “Kaleidoscópio – Censura e Liberdade – Bernardo Caro”
Local: Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) “José Pancetti”. R. Benjamin Constant, 1633, Centro – Campinas
Vernissage: 12 de agosto, às 20h
Visitação: 13 agosto a 15 de novembro
Horário de funcionamento: terça a sexta-feira, das 9h às 17h, sábados 9h às 16h e domingos e feriados, das 9h às 13h
Entrada: gratuita 

Fonte: assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas

Veja ainda outra exposição em cartaz no MACC:

Artistas abordam as relações urbanas na exposição “Tempo, Espaço: Lugares” no MACC

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