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Cultura

Concerto especial gratuito da Sinfônica de Campinas homenageia Pixinguinha

Publicado em 21 de novembro de 2017

A Orquestra Sinfônica de Campinas faz um concerto especial gratuito no próximo domingo (26), na Concha Acústica do Taquaral, às 18h, com obras de Pixinguinha, entrando no circuito das homenagens que marcam os 120 anos de nascimento do compositor, instrumentista, maestro e arranjador carioca, e dentro da programação do Mês da Consciência Negra

Sob a regência do maestro convidado João Maurício Galindo, atual regente da Orquestra Jazz Sinfônica, os músicos interpretam clássicos de Pixinguinha que se tornaram divisores de água na cultura brasileira, com arranjos de craques como Proveta, Rodrigo Morte, Nelson Ayres, Edson Alves, além de peças de Tiago Costa, “Pixinguinhando – Fantasia sobre temas de Pixinguinha”, e do mestre Cyro Pereira, “O Fino do Choro”.

Mais sobre o mestre

Pixinguinha era precursor em tudo que fazia. Foi o primeiro maestro arranjador contratado por uma gravadora no Brasil. Pesquisador incansável de sonoridades e totalmente desprovido de preconceitos, misturou ritmos africanos e música negra americana com os novíssimos acordes nacionais de Ernesto Nazareh e Chiquinha Gonzaga. Reuniu com perfeição os instrumentos de percussão africana com os europeus.

A velha guarda o chama de mestre dos mestres. O músico americano Louis Armstrong era fã de Pixinguinha. O maestro Heitor Villa-Lobos o comparava com o compositor clássico J.S. Bach. Para Tom Jobim, ele era “um gênio da raça”. O poeta Vinícius de Moraes dizia que Pixinguinha era o “ser humano perfeito”. O fervor por ele era tanto que o jornalista Fernando Faro, criador do icônico programa “Ensaio”, da TV Cultura, chegou a afirmar que o músico era um “santo”. E os críticos sempre se renderam à tão doce e exuberante musicalidade.

Pixinguinha morreu na tarde de um sábado de Carnaval, 17 de fevereiro de 1973, num batizado na igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro carioca de Ipanema. Para homenageá-lo, a banda de Ipanema tocava suas composições na praça em frente à igreja. Nesse clima, sofreu enfarte e caiu nos braços de seu único filho, Alfredo da Rocha Vianna Neto, deixando mais de duas mil músicas. Foram choros, sambas, marchas, baiões, foxtrotes e maxixes. Entre elas, pérolas como “Carinhoso”, “Rosa”, “Ingênuo”, “Um a Zero”, “Lamentos”, “Urubu”, “Nostalgia ao luar”, “Mentirosa” e “Soluços”.

Em 2000, teve seu arquivo pessoal sob a guarda do Instituto Moreira Salles (IMS) composto por documentos pessoais, medalhas, troféus, álbuns com recortes de jornal, centenas de fotos, roupas, registros de memória oral e a flauta utilizada durante muitos anos.

No primeiro semestre deste ano, já em comemoração aos 120 anos de nascimento do músico, o IMS inaugurou o portal pixinguinha.com.br, que disponibiliza para consulta, além de todo seu acervo, farto material sobre a vida e obra do compositor.

Serviço:

Música: Orquestra Sinfônica de Campinas – homenagem a Pixinguinha
Local: Concha Acústica do Taquaral. Av. Heitor Penteado, s/n, Taquaral – Campinas
Data: 26 de novembro
Horário: 18h
Entrada: gratuita

Fonte: assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas

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