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Mini Cooper Paceman
Publicado em 15 de janeiro de 2014

Na metade do ano de 2009, o Mini Cooper chegou ao Brasil de forma oficial. Desde então, a importação é feita pela BMW, proprietária da marca e responsável pela produção do compacto que virou sucesso entre os jovens do mundo afora. O produto Mini Cooper é um carro impossível de passar indiferente. Ele esbanja simpatia e nostalgia, mesmo que as pessoas não saibam qual é a referência.

Então, vamos a um resumo dessa história. O Mini Cooper original era pequeno, econômico e relativamente barato. Foi um dos primeiros carros do mundo a usar motor transversal. Com o tempo, ganhou status de carro “cult” na Inglaterra, onde foi fabricado de 1959 a 2000. Em 2001, foi relançado pela BMW. Inspirado no clássico Morris Minor (que também era chamado de Austin Seven) da década de 50, o compacto atual chama a atenção pelo seu visual. É impossível não reparar em suas linhas nostálgicas, como o formato dos faróis e lanternas. E desde então, o MINI começou a ganhar as ruas brasileiras em diversas versões.

Conceito Paceman

Depois de testar a fórmula, e conferir o sucesso da versão Countryman, apresentado pela primeira vez (aos brasileiros) no salão do automóvel de 2010 (em São Paulo), a MINI resolveu explorar um pouco mais a proposta do Mini “maior”. Enquanto o Countryman era a resposta aos clientes que estavam esperando um pouco mais de MINI, com foco na aventura, o Mini Paceman retornou ao conceito urbano e de alta esportividade com a versão Paceman. Utilizando uma plataforma muito parecida ao do Countryman (que tem quatro portas, opção de tração integral e mais de quatro metros de comprimento), a versão Paceman chegou oficialmente as ruas brasileiras como sétimo modelo da familia na figura de um Sport Activity Coupé do segmento compacto Premium, em Junho de 2013.

A proposta do modelo é oferecer uma combinação inovadora de design esportivo, extrovertido e um ambiente interno exclusivo e tipicamente MINI. O Paceman é também o primeiro a ter o nome identificado na parte traseira e a levar as lanternas traseiras mostrando um desenho horizontal. Entre as principais características dessa versão está a configuração exclusivamente em duas portas e espaço para apenas quatro passageiros.

Na versão Cooper ele gera 122 cavalos de potência e na Cooper S 184 cavalos. Assim como o MINI Countryman, o Paceman também tem a versão com tração integral nas quatro rodas (ALL4). Nessa avaliação trazemos a versão Paceman Cooper S, sem a tração integral.

Interior

Certamente a principal característica dessa versão Paceman, é o conceito do banco traseiro com dois assentos individuais. Iguais aos bancos dianteiros, esse formato cria um ambiente interno de 4 assentos, proporcionando aos condutores do banco traseiro o mesmo nível de conforto que se desfruta na frente. Aliás, visualmente, os assentos são também muito parecidos.

Ainda por dentro, as referências ao seu passado continuam. O enorme velocímetro central (que abriga também a tela para o sistema de GPS multimídia) é herança do passado, bem como o formato arredondado das saídas de ar. Aliás, o interior do Mini Cooper parece ter sido desenhado sem uso de réguas ou esquadros. Dá a impressão do projetista só ter usado compasso e curva francesa. Quase tudo é circular, e aquilo não é, tem forma arredondada. E esse estilo continua pelas saídas de ar, mostradores, maçanetas, botões e porta-objetos.

Como o velocímetro fica bem no centro do carro, o motorista conta apenas com o conta-giros, logo acima do volante. Um pequeno mostrador, exibe a velocidade em formato digital, e logo abaixo as informações do computador de bordo são exibidas. O volante é regulável em altura e profundidade, o que ajuda na postura.

Grande parte dos comandos esta no centro do carro, logo abaixo do enorme velocímetro. Eles seguem o estilo retrô, com botões que lembram equipamentos de som antigo. Mas isso tem um preço, pois quem nunca viu ou usou um Mini antes, vai achar a distribuição desses botões um pouco confusa. Os botões dos dois vidros, e do travamento das portas são pequenas chaves, que lembram os controles de um avião da década de 60. Esses ficam na parte mais baixa do console central. Mais botões semelhantes a esses, ficam na parte superior do espelho retrovisor interno, e servem para controlar a iluminação do carro. Junto a esses controles, o MINI possui dois LEDs que, ao toque de um dos botões do controle de iluminação, mudam de cor variando do laranja até o azul. Essa iluminação estende-se a lateral das portas dianteiras, passando pela parte inferior do console central e chegando ao descasa braço das portas. O cliente por escolher uma única cor, ou deixar o sistema mudando constantemente entre as cores do arco-íris.

A chave de ignição tem formato inusitado pois parece um pirulito, e é usada em forma de cartucho. Depois de encaixada, um botão ao lado serve para dar a partida no carro.

O compartimento de bagagem (porta-malas) é mais espaçoso que nas outras versões do MINI. No Paceman são 300 litros de capacidade até a altura dos vidros.

Uma característica única deste modelo é o MINI Center Rail. Um trilho de alumínio se estende desde a frente até a parte traseira do interior do veículo. Ele funciona como uma “prateleira” adicional, e pode ser usado para guardar itens pessoais de pequeno volume. Além disso, um porta-óculos deslizante esta presente nesse trilho. E junto a uma das extremidades do trilho, está a porta USB para conexão com pen-drives, iPhone e iPod.

Motor e câmbio

O motor 1,6 litro turbo do MINI Cooper Countryman traz um controle de válvulas totalmente variável. A potência máxima é de 184 cavalos.O torque máximo é de 240 Nm. Ele está acoplado a um câmbio automático de seis marchas, relativamente rápido nas trocas. Nessa configuração, o conjunto empolga bastante. O Countryman S é ágil e nervoso. O carro acelera de 0 a 100 km/h em apenas 7,8 segundos e tem máxima de 212 km/h. Na estrada, com velocidade constante de 120 km/h, a média chega à 11 km/l com gasolina. Na cidade, a média fica em torno de 8 km/l. Considerando um tanque com capacidade para 47 litros, a autonomia do modelo é boa.

Dirigibilidade

Com uma posição de dirigir adequada, o Mini é um ótimo exemplo de carro “Fun to drive”, ou muito divertido para dirigir. A posição ligeiramente elevada, em relação as versões tradicionais do Mini. Isso facilita a entrada e saída do veículo e permite uma visão melhor da estrada. A versão Paceman pode ser vista como um “kart” grandão.

A direção é direta e o carro responde bem a qualquer chamado do volante. A suspensão é a mais rígida da categoria e permite pouca inclinação à carroceria. Isso também acontece em função das rodas de 18 polegadas e pneus medida 225/45. Isso dá confiança a quem dirige e, ao mesmo tempo, instiga o motorista. O ronco do motor é suave e não incomoda. A alavanca do câmbio fica no assoalho e as trocas de marchas são precisas e ágeis. A versão avaliada tinha borboletas no volante para trocas seqüenciais das marchas.

Ainda que um pouco maior, o MINI Paceman não tem uma suspensão alta para encarar valetas e buracos. Em algumas situações, ele raspa o bico do carro em valetas mais profundas. Detalhe importante que o Paceman não tem pneu estepe. Ele utiliza pneus do tipo “Runflat”. Assim o motorista pode continuar dirigindo com um pneu furado, por uma distância de até 80 km a uma velocidade de 80 km/h, mesmo com a perda repentina de pressão dos pneus.

Segurança

O Mini Copper Countryman pode ser considerado um carro muito seguro, pois inclui os equipamentos principais de segurança. São seis air-bags (frontais, laterais e do tipo cortina) e freios com sistema anti-travamento (ABS) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD). A assistência ao volante é elétrica e o veículo traz outros sistemas de ajuda à condução como o controle de tração e estabilidade ASC+T e o controle de freio em curvas (CBC).

Equipamentos

O Mini Cooper Countryman é um carro que sai de fábrica bem equipado. É verdade que o carro não traz nada de excepcional em matéria de tecnologia embarcada. Mas oferece todos os itens de conforto que um carro precisa ter. Entre eles, está o ar-condicionado digital e automático de simples zona; computador de bordo; volante com controles multi-função; controle de cruzeiro; bancos revestidos em couro; faróis com iluminação xenon; rádio CD player compatível com CDs no formato MP3, conexão de entrada Aux e USB além de sistema de som Harman/Kardon com alto-falantes excelente qualidade.

Entre os diferenciais do Mini está a enorme gama de opções de personalização tanto externas, quanto internas. Novas combinações na gama de cores internas, frisos e estofamento permitem que os consumidores criem seu carro muito especial com características verdadeiramente únicas.

Nessa versão Mini Cooper S Paceman, alguns equipamentos merecem mais atenção. O primeiro deles é o sistema multimídia com sistema de GPS. A tela esta montada no centro do enorme velocímetro. Ainda que não seja do tipo touch-screen, tem boa visibilidade e alto contraste. O sistema é operado por um mini- joystick 3D, auxiliado por mais dois botões. Esses comandos estão montados no console central, próximo à alavanca de câmbio. O uso é relativamente intuitivo, mas o usuário precisa de algum tempo para se acostumar com todas as funções. Entre elas, esta o GPS funcional e preciso, a conectividade com o celular e interação com a agenda de contatos, controle pleno do sistema de audio e configurações do carro. Com um pouco de prática, fica fácil inserir destinos no GPS, consultar a base de pontos de interesse, realizar chamadas celulares e selecionar músicas no pen-drive.

Outro equipamento que muita gente nunca viu, é o desembaçador do pára-brisa. Funcionando da mesma forma que o tradicional desembaçador do vidro traseiro, o pára-brisa do Mini tem micro filamentos (quase imperceptíveis) que aquecem o vidro de dentro pra fora. O botão para acionar essa função, esta junto com os controles do ar-condicionado.

Preço

A versão avaliada do Mini Cooper S Paceman All4 pode ser encontrada na rede de concessionárias.

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