Gastronomia
Última batalha do Chef Decor 2018 traz frutos do mar como elemento principal em menus com propostas inovadoras
Publicado em 14 de novembro de 2018

Na primeira batalha 100% feminina do Chef Decor desta temporada, as chefs Mariana Oliva e Fernanda Antunes surpreenderam por buscarem receitas inusitadas, provenientes de regiões que trazem em sua culinária o uso de ingredientes marcantes. Ambas foram inovadoras e apresentaram como similaridade o uso de frutos do mar em seus menus. Especiarias e condimentos diversos foram explorados pelas profissionais para enaltecer o paladar do público nos jantares realizados na noite de segunda-feira (12/11), na Romanzza Campinas.

Enquanto Mariana foi até a Amazônia em busca de um peixe de água doce, diferente do habitual, que é o Filhote, Fernanda trouxe da Índia uma receita de moqueca, com uso de um peixe que se assemelha à textura de lagosta. Ambas foram aplaudidas pelos jurados e convidados, por cumprirem as provas dentro do tempo e explorando temas instigantes.

Menu traz peixe típico da Amazônia como destaque

Com o ambiente colorido e alegre, enaltecendo o verde com flores amarelas, a primeira a cozinhar na noite de ontem foi a chef e arquiteta Mariana Oliva, com a sua sous chef Juliana Milhano. O cardápio foi Filhote em folha de bananeira, purê de banana da terra e molho frio de hortaliças. Para a sobremesa, foi servido Cocada de tabuleiro com calda de tamarindo.

A profissional quis destacar a cultura brasileira, explorando uma culinária regional. “Descobri, recentemente, este peixe típico da Amazônia, que é o Filhote, diferente e de água doce. É um prato exótico, com um peixe bem temperado, envolvo à folha de bananeira. Fiz equilibrado ao nosso paladar, com purê de banana da terra e molho de hortaliças”, descreveu.

Esse prato principal foi harmonizado com o vinho argentino La Linda Viognier, de Mendonza, escolhido pelo sommelier Pedro Bannitz, da Decanter Campinas, responsável pela harmonização dos pratos e vinhos de todo o evento. “O Filhote, por ser um peixe gordo e de sabor intenso, utilizamos um Viognier, por seu maior peso e por apresentar banana e um toque floral em seus aromas e sabores, que interagem perfeitamente com o purê de banana da terra, entre as diversas especiarias presentes na preparação.

Para a Cocada de tabuleiro com calda de Tamarindo, o vinho escolhido foi o português Fonseca Porto Ruby, de Douro. “Por conter ovos e manteiga, a cocada precisa de um vinho com maior peso e personalidade, por isso indicamos o fortificado Porto Ruby, que é rico em especiarias e frutas vermelhas, interagindo perfeitamente com a calda de tamarindo por sua similaridade de acidez e sabores”.

Jantar em clima indiano 

A chef Fernanda Antunes e sua sous chef Maria Eugênia Sartori, quis surpreender e explorar o paladar dos seus convidados e jurados. Seu prato principal foi Machhalee, que é moqueca tamboril no perfume de ervas, camarões e caldo de moqueca. Para sobremesa ela apostou em um Naariyal kaindee, que é doce de côco e coulis de frutas amarelas.

“Quis trazer bastante paladar e especiarias, então escolhi um prato indiano, que é uma coisa que as pessoas não estão habituadas. Por isso foi surpreendente”. O peixe escolhido foi também diferente do habitual, por ter uma textura mais rígida, segundo a chef, parecido com lagosta. Para a sobremesa, escolheu o maracujá para contrastar ao doce da cocada.

Para acompanhar o Machhalee Moqueca, o sommelier Pedro Bannitz, da Decanter Campinas, escolheu o vinho verde português, Anselmo Mendes Loureiro, de Minho. “Para a Moqueca, que é um prato de textura espessa e muito condimentado, indicamos um Loureiro Vinho Verde, para equilibrar o peso e a picância do prato, devido a sua viva acidez e boa mineralidade”.

Para a sobremesa, Doce de côco e coulis de frutas amarelas, foi eleito o vinho de sobremesa chileno Terranoble Riesling Late Harvest, de Casablanca. “Esse doce à base de côco apresenta delicadeza e é rico em sabores de frutas de poupa amarela, como o maracujá, por isso optamos por ele. Por seus sabores sutis de fruta e bom frescor, responsável por interagir tanto com o côco, assim como os demais componentes.

Jurados

Além dos jurados fixos do Chef Decor 2018, que são o chef e consultor técnico do evento, Emerson Donadon, o designer de interiores, Luís Roberto de Castro Rios e a organizadora de confrarias gastronômicas, Rosa Jannini, participaram como jurados do jantar de Mariana Oliva, o sous chef decor 2017, Marcelo Dias, e o empresário José Lúcio Natali, proprietário da Decanter Campinas. No jantar de Fernanda Oliva, o júri rotativo foi o vencedor do Chef Decor 2017, Michel Lebedka, e o diretor de Comunicação e Marketing do Grupo RAC, Mário Rubens Segurado.

Os critérios de avaliação vão desde o sabor e harmonia entre os pratos, até o visual, que envolve o empratamento e a decoração das mesas. O tempo e a técnica também passam pela análise e crivo do júri.

Final

Os seis candidatos estarão na grande final no dia 28 de novembro, um coquetel para 200 pessoas, quando serão selecionados os três finalistas da competição. Os ganhadores vão cozinhar, ao vivo, para cinco jurados, disputando o primeiro lugar. Eles receberão uma caixa surpresa de ingredientes para desenvolverem seus pratos, aumentando ainda mais a emoção desta noite.

Para o organizador Lenine Faria, a missão do Chef Decor é a de revelar os melhores talentos gastronômicos, entre arquitetos e designers de interiores, respeitando a criatividade e personalidade de cada competidor. “Este ano o formato ficou mais desafiador, com batalhas ao invés de jantares individuais, como os realizados em 2017, na primeira edição”.

Sobre o Chef Decor Campinas

O Chef Decor Campinas revelou, em sua primeira edição de 2017, talentos gastronômicos entre os profissionais de arquitetura e design de interiores. Os participantes enxergam no evento uma oportunidade de oferecer nova experiência aos convidados, além de um desafio pessoal. Os candidatos, nos dois anos, foram indicados pelos profissionais do setor, em uma pesquisa que envolveu cerca de 100 arquitetos, designers de interiores e empresários do setor, realizada pela Prosa Brand Content. Como regra, eles não possuem qualquer experiência profissional na área de gastronomia, assim como seus sous chefs.

Fonte: assessoria de imprensa
Foto – crédito – Ricardo Dettmer (divulgação)

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