Catedral Metropolitana de Campinas

Inaugurada em 8 de Dezembro de 1883, a Catedral Metropolitana de Campinas levou 76 anos para ser construída. A Catedral é uma obra de arte em si, sendo o maior templo construído no mundo com a técnica de taipa de pilão. Com mais de 200 anos de existência, sua importância ultrapassa a de um templo católico, pois é reconhecida também como patrimônio histórico, arquitetônico, religioso e cultural da cidade. Tombada pelo patrimônio histórico em duas esferas, em 1981 pelo Condephaat (estadual) e 1988 pelo Condepacc (municipal).

O altar-mor dedicado a Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, demorou 9 anos para ser esculpido em madeira, lapidado pelas mãos do renomado artista baiano Vitoriano dos Anjos, em cedro vermelho. Extremamente trabalhado e rico em detalhes, representa importante exemplar do estilo barroco/rococó brasileiro. Suas altas paredes foram erguidas por escravos utilizando pau-a-pique e o método de taipa de pilão, técnica de construção tradicional dominante em São Paulo, comum no século 19.

Entre 1.807 e 1.883, a edificação da Catedral passou por diversas equipes, de escravos a engenheiros, mestres, artífices e arquitetos. Entre eles, destaca-se o ilustre campineiro Ramos de Azevedo, responsável pela conclusão dos trabalhos da fachada da Catedral, no início de sua carreira, tendo depois projetado obras consagradas como a Pinacoteca do Estado e o Teatro Municipal de São Paulo.

Como o complexo religioso e cultural da Catedral é tão rico não falta motivos para visitá-la, seja por meio de atividades unicamente para admirar o seu interior ou ir a uma missa.

Por dentro

O interior da catedral é todo esculpido em requintado trabalho de talha de madeira, em estilo barroco brasileiro, realizado pelos mestres Bernardino de Sena, fluminense, e o escultor baiano Vitoriano dos Anjos, entre outros. Entalhador ícone dessa tradição no Brasil, Vitoriano executou com primazia o retábulo-mor (altar principal) e nele concebeu um tipo de baldaquino (coroa que cobre o altar) característico dos retábulos baianos, realizando também a ornamentação dos púlpitos (balcão de oratória).

O altar levou 9 anos para ser esculpido, tanta dedicação esclarece sua magnitude, mas  segundo o arquiteto responsável pelo restauro, Ricardo Leite, há também o aspecto da obra feita para Deus, onipresente. “Surpreendo-me com os detalhes, mesmo os mais escondidos, aqueles que ninguém vê, foram cuidadosamente esculpidos pelos artistas. Aqui, aprendi o verdadeiro significado de arte sacra, da arte concebida para o divino”, declarou o arquiteto.

A parte interna da catedral guarda ainda outras preciosidades como um magnífico órgão centenário, igual ao que existe na catedral de Notre-Dame na França, lustres raros, vitrais belíssimos, um campanário com 6 sinos – o mais antigo fundido em 1847, entre outras magníficas obras de arte que convidam à contemplação.

Cravada entre as ruas mais movimentadas do centro da cidade, pela igreja circulam aproximadamente 3 mil pessoas por dia. Para quem sobe a Rua Conceição, tem-se um bom ângulo para admirar sua beleza imponente e sua imensidão, com seus anjos tocando trombetas e sua cor esbranquiçada em meio ao concreto dos prédios ao redor. São mais de 60 metros de altura, tão alta quanto o prédio ao lado, de 16 andares.

A Catedral foi eleita como umas das 7 maravilhas de Campinas, em um concurso realizado em 2007 pelo Jornal Correio Popular.

História

A história da Catedral Metropolitana remete às origens da própria história de Campinas, perpassa pela trajetória de consolidação da cidade, nascida de uma antiga parada de bandeirantes no caminho de Goiazes, rota que conduzia ao sertão de Goiás.

A religiosidade católica dos primeiros habitantes motivou as obras de uma primeira matriz, em 1773, mas o crescimento da então Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Campinas do Mato Grosso, elevada à Vila de São Carlos em 1797, tornou pequena a pioneira igreja, para abrigar já no inicio do século 19 uma população em torno de 4 mil moradores. Decidiu-se assim, em 1807, pela construção da Nova Matriz (atual Catedral Metropolitana), a ser executada em taipa de pilão. Para o projeto, inclusive de fachadas, concorreram vários arquitetos, dentre os quais Francisco de Paula Ramos de Azevedo, que concluiu as obras da fachada.

Suas torres foram testemunhas oculares da transformação de uma pequena vila, que inicialmente só produzia café e cana-de-açúcar, em uma grande metrópole, centro econômico de uma das regiões mais prósperas do Brasil.

Com projeto de restauro aprovado pelo Ministério da Cultura em 24 de Março de 2003, a Catedral passou recentemente por uma longa restauração do prédio (em finalização).

O livro

O livro Catedral Metropolitana de Campinas – Um Templo e sua História, da Editora Komedi, traz uma coletânea de fotos do acervo artístico e religioso da Catedral. É o primeiro livro de artes sobre o templo. A edição é bilíngüe – português e inglês. São 80 páginas com imagens feitas pelo arquiteto, fotógrafo e artista plástico Ricardo Leite, que desde 1999 é responsável pela manutenção e conservação do edifício, e também por sua restauração.

Além das fotos, a obra revela desenhos e reproduções centenárias, verdadeiros tesouros encontrados pelo arquiteto no trabalho de pesquisa em arquivos do Museu da Imagem e do Som (MIS), do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) e do Centro de Memória da Unicamp.

Dos arquivos da própria Catedral saíram algumas relíquias como o desenho dos primeiros anos de construção do prédio, feito pelo inventor brasileiro da fotografia, Hércules Florence. O livro traz à tona memórias incrustadas nas paredes do templo, registrando ainda curiosidades em textos e artigos escritos em épocas distintas.

Tel.: (19) 3231-2085

Aberto agora

Sáb: das 07:00 as 19:00

Endereço: Praça José Bonifácio, s/n, Centro

Bom para: Todas as idades

Por região: Região Central

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