Instituto Agronômico de Campinas – IAC

Um dos principais centros de pesquisa de agricultura do país, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), foi fundado em 1887 pelo próprio Imperador D. Pedro II, referência internacional em pesquisa de café. A instituição se destaca como pioneira no desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação de produtos agrícolas no Brasil e no mundo, garantindo a oferta de alimentos à população e de matéria-prima às indústrias. Muitos alimentos presentes na mesa de milhões de brasileiros, carregam o sabor das pesquisas desenvolvidas no IAC ao longo de seus mais de 130 anos, entre eles, variedades de arroz, feijão, café, frutas, hortaliças e legumes.

Conhecido pela excelência em diferentes pesquisas agrícolas e o aperfeiçoamento de sementes que visam o desenvolvimento de variedades mais produtivas e resistentes a pragas e doenças, o IAC realiza estudos que viabilizam a manutenção e o sucesso da agricultura em diversas regiões do Brasil. Nos laboratórios do Instituto Agronômico foram desenvolvidas mais de 1 mil cultivares, em mais de 100 tipos de plantas. Entre as descobertas, o tradicional feijão carioca é um dos ingredientes mais populares da comida do dia-a-dia do brasileiro, batizado assim por causa das formas rajadas da calçada de Copacabana, no Rio de Janeiro. Entre outras pesquisas importantíssimas que fazem parte da mesa do brasileiro e que são patrimônio de variedades criadas no IAC, porém  pouco conhecidas do campineiro e do brasileiro em geral.

Por exemplo, o Café, bebida nacional, amada pelo brasileiro. A pesquisa com café sempre foi importante e continua sendo um dos carros-chefes da instituição. Cerca de 90% das cultivares do café arábica do país foram desenvolvidas pela instituição. Os trabalhos são focados no aumento da eficiência produtiva e na qualidade, procurando atender a um consumidor cada vez mais exigente. Recentemente em fase de estudo o descafeinado e até bebidas diferentes, com sabor de hortelã, mais amadeirado, mais achocolatado. Em 2004, o instituto fez uma descoberta com repercussão internacional: uma planta de café naturalmente sem cafeína, batizada de AC, em homenagem ao pesquisador Alcides Carvalho, responsável por 65 cultivares de café desenvolvidas no IAC. Atualmente, pesquisadores trabalham por um produto comercialmente viável.

Portanto, o café de todas as manhãs de milhares de brasileiros tem sabor do IAC. Praticamente, todo café cultivado no país foi criado em seus campos de experimentação e em seus laboratórios. O pão, os biscoitos, as bolachas e bolo são elaborados, com certeza com farinha de diferentes tipos de trigo pesquisados na instituição. Da mesma forma, o chocolate, o chá, os cereais, o açúcar, a manteiga e a geleia são provenientes de plantas melhoradas pelo instituto. Mesmo os produtos de origem animal tem influência do seu trabalho, na melhoria das pastagens e nos componentes básicos das rações.

O Estado de São Paulo não poderia produzir a enorme variedade de frutas típicas dos mais diversos climas, se não fosse a abrangência das pesquisas do Instituto Agronômico. A diversidade de culturas e a alta tecnologia de produção permitem que a mesa do brasileiro seja abastecida durante todo o ano com frutas de excelente qualidade, tanto em sabor quanto em beleza.

Toda a produção meridional de algodão herbáceo esta, praticamente, alicerçada nas variedades criadas no Instituto Agronômico. Com base nas pesquisas do IAC foi introduzida em São Paulo a seringueira, produtora do látex usado na obtenção de borracha para calcados, pneus, produtos farmacêuticos, etc. Do mesmo modo, o bambu e a cana, produtoras de fibras alternativas para a indústria de papel. Plantas nativas e exóticas são estudadas para obtenção de ativos medicinais, corantes, aromatizantes e saborizantes naturais. Alem disto, o Instituto Agronômico mantém uma das mais completas coleções de plantas nativas e exóticas da América Latina, para recuperar áreas degradadas e formar matas ciliares.

Devido ao seu valor histórico nacional, científico, cultural, ambiental e arquitetônico, a sede do IAC, incluindo suas edificações, mobiliário, estufas e Arboreto do Parque, localizados na Avenida Barão de Itapura, são bens tombados pelo CONDEPACC – Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas, bem como a Mata Santa Elisa, área florestal remanescente, localizada na Fazenda Santa Elisa, área experimental do IAC, localizada na Avenida Theodureto de Almeida Camargo, 1500.

Tel.: (19) 2137-0600

Aberto agora

Qui: das 08:00 as 17:00

Endereço: Avenida Barão de Itapura, 1481, Botafogo

Bom para: Todas as idades

Por região: Região Central

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