Largo de Santa Cruz

Provavelmente a segunda praça a se formar na cidade, um pouco mais distante do núcleo central (Largo da Matriz Velha), o Largo de Santa Cruz caracteriza-se, já na primeira metade do século XIX, como um importante espaço público em torno do qual se inicia um pequeno comércio, primeiramente em função dos tropeiros, e posteriormente das indústrias que ali se instalavam.

Seu nome se deve a uma capelinha, chamada Capela de Santa Cruz, construída em taipa, por escravos, sendo que, por volta de 1814 surgiram nas imediações, as primeiras residências. O Largo de Santa Cruz situava-se em uma das principais entradas da cidade, denominada “caminho dos pousos”, pois ali os tropeiros e viajantes se refaziam de suas longas viagens em direção a Goiás.

No auge da economia cafeeira, a principal festa profana da cidade era o Carnaval, cujo primeiro registro em Campinas data de 1857. No Largo de Santa Cruz foi palco dos primeiros blocos, cordões e carros alegóricos que saiam em direção ao centro da cidade, passando pelas principais ruas, indo até o Largo da Matriz Velha e o Largo do Teatro, e daí retornando ao Largo da Matriz.

Foi no Largo de Santa Cruz que se construiu a primeira forca da cidade, em 1835, o que lhe deu a alcunha de “Largo da Forca”. No local, teria ocorrido a execução do jovem Elesbão, o primeiro escravizado enforcado e decapitado, abrindo o precedente para enforcamentos públicos. Essa história da cidade foi resgatada recentemente, em um espetáculo coletivo de artistas locais, com participação de cerca de 150 pessoas, para a encenação de “O Auto de Elesbão”, espetáculo baseado no livro do pesquisador Valdir Oliveira, importante contribuição para resgatar a história dos escravos na cidade.

O autor da obra, Valdir Oliveira , durante sete anos pesquisou todo o processo de condenação no Arquivo do Tribunal de Justiça, que faz parte do acervo do Centro de Memória da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Havia uma determinação do imperador D. Pedro I para que as forcas fossem erguidas dois dias antes do cumprimento da sentença e retiradas dois dias depois. Em Campinas, ela permaneceu na praça até 1848, servindo a uma série de enforcamentos e depois transferida para o Campo da Alegria (hoje, Praça Sílvia Simões Magro — Largo São Benedito), onde permaneceu por alguns anos, até que numa noite foi incendiada por parte da população, que se mobilizou em uma campanha para acabar com os enforcamentos na cidade.

(Fonte: Site da prefeitura de Campinas)

Horário de funcionamento: Sempre aberto.
Endereço: Rua Santa Cruz, s/n, Cambuí

Bom para: Crianças, Pet Friendly, Todas as idades

Por região: Cambuí

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